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~ E=MC2, a fórmula do previsível
Ela é a cantora que mais vendou discos no mundo, durante a década de 90. No entanto, o começo do novo milênio foi bem conturbado na carreira de Mariah Carey. A artista, que atingiu o status de diva, devido a sua voz notável e potente, se aventurou no mundo do cinema com o desastroso filme "Glitter" e os danos do fracasso na carreira de atriz acabaram se refletindo também em sua então sólida trajetória musical.Em 2005, a estrela norte-americana conseguiu dar a volta por cima com um comeback album arrasador nas paradas: "The Emancipation of Mimi", que vendeu mais de 10 milhões de cópias ao redor do globo, e emplacou nas paradas da revista Billboard o mega-hit "We Belong Together", que ficou 14 semanas no número 1, além de outros sucessos em vários países como “Don’t Forget About Us”, "It's Like That" e “Shake It Off”. "Emancipation" também abocanhou 3 prêmios Grammy Awards, o Oscar da música.
Três anos depois, Mariah lança seu 10º disco de estúdio, intitulado E=MC2 (Emancipation equals Mariah Carey to the second power), em referência à fórmula da equivalência de massa e energia de Einsten, uma alusão a uma fórmula de sucesso da cantora... Mas após escutar o novo trabalho da diva, fica bem claro que está mais para a fórmula do seguro e previsível...
Querendo repetir o sucesso do bem criticado disco anterior, Carey não ousou e manteve-se no mesmo Pop/R&B/Hip Hop que vinha fazendo nos últimos anos. Mas o pior de tudo é que Mariah, 38, precisa urgentemente adequar as letras de suas canções à sua idade. A cantora permanece cantando amores como uma "adolescente" em seus versos que são em sua maioria melosos e rasos, cheios de melodia e refrões pegajosos.
Mariah, que participa da composição de todas as suas músicas, nunca foi uma compositora muito versátil, a bem da verdade, mas já escreveu boas canções pop e uma ou outra pérola como "Hero". Porém, em seus últimos trabalhos vem apostando em baladas açucaradas com batidas viciantes no estilo de "We Belong Together" – em E=MC2 existem pelo menos 4 músicas que são “filhotes" de "Together"...
Mas o novo disco, apesar de ser apenas mais um "mais do mesmo", também tem seus méritos. A voz da cantora está mais limpa e com menos sussurros que em seus discos anteriores. Muitos fãs fiéis da artista criticam duramente seu “novo” modo de cantar menos potente, e muitos críticos afirmam que a artista está perdendo a voz por problemas vocais, como aconteceu com a também diva Whitney Houston.
A perda de extensão vocal de Carey, com o passar do tempo, é nítida, mas em E=MC2 sua voz está em melhores condições que em seus últimos trabalhos, como pode ser observado nas faixas "I'll Be Lovin’ U Long Time", "I Wish You Well" e "I Stay In Love", que lembram um pouco a vibe de seu mega sucesso o disco "Daydream"... Embora, os vocais estejam longe de seus tempos áureos.
O disco, que já é um dos mais vendidos do ano nos EUA, ainda traz o 18º single número 1 da cantora "Touch My Body", uma canção boba e cheia de insinuações sensuais. Acho que a própria Mariah, daqui a alguns anos vai se envergonhar que uma música tão rasa como esta tenha sido o seu hit a entrar para a história da música, ao desbancar o rei do Rock Elvis Presley, como artista solo com mais singles que chegaram no topo das paradas norte-americanas.
Além das tradicionais baladas, o disco traz também músicas up-tempo, como as dançantes "I'll Be Lovin’ U Long Time", “Migrate” e “I’m That Chick” – esta última com sample do hit de Michael Jackson, “Off the Wall”. As letras das três são as mesmices de sempre, mas as batidas são ótimas e cumprem seu papel de faixas feitas pra dançar mesmo... Embora nenhuma delas chegue aos pés das excelentes “Fantasy” e "Dreamlover"...
O maior destaque do CD fica por conta da faixa mais urban do disco: "Side Effects". Com uma batida pesada, e bons vocais, a letra densa se destaca do resto do conteúdo água com açúcar do álbum, falando do turbulento divórcio da cantora e seu ex-marido Tommy Mottola. Os versos, surpreendentemente bem construídos, retratam bem a agonia de Mariah durante os anos em que permaneceu casada com o magnata da música, e os "efeitos colaterais" que essa relação deixaram em sua vida.
E=MC2 mostra que apesar de quase chegando aos 40, Mariah ainda tem folêgo para peitar muitas Rihannas, Fergies e Beyoncés da vida... Só basta saber até quando ela vai conseguir sustentar essa "imagem" e finalmente vai dar um passo adiante e "ousar" amadurecer sua música. Certamente, tanto ela quanto seus fãs só terão a ganhar.
Álbum:

1. "Migrate" -

2. "Touch My Body" -

3. "Cruise Control" -



6. "I'm That Chick" -

7. "Love Story" -

8. "I'll Be Lovin' U Long Time" -

9. "Last Kiss" -

10. "Thanx 4 Nothin'" -

11. "O.O.C." -

12. "For the Record" -

13. "Bye Bye" -


Site Oficial: http://www.mariahcarey.com/
