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~ E=MC2, a fórmula do previsível

Posted by Lex on 21:49 in ,
Ela é a cantora que mais vendou discos no mundo, durante a década de 90. No entanto, o começo do novo milênio foi bem conturbado na carreira de Mariah Carey. A artista, que atingiu o status de diva, devido a sua voz notável e potente, se aventurou no mundo do cinema com o desastroso filme "Glitter" e os danos do fracasso na carreira de atriz acabaram se refletindo também em sua então sólida trajetória musical.

Em 2005, a estrela norte-americana conseguiu dar a volta por cima com um comeback album arrasador nas paradas: "The Emancipation of Mimi", que vendeu mais de 10 milhões de cópias ao redor do globo, e emplacou nas paradas da revista Billboard o mega-hit "We Belong Together", que ficou 14 semanas no número 1, além de outros sucessos em vários países como “Don’t Forget About Us”, "It's Like That" e “Shake It Off”. "Emancipation" também abocanhou 3 prêmios Grammy Awards, o Oscar da música.

Três anos depois, Mariah lança seu 10º disco de estúdio, intitulado E=MC2 (Emancipation equals Mariah Carey to the second power), em referência à fórmula da equivalência de massa e energia de Einsten, uma alusão a uma fórmula de sucesso da cantora... Mas após escutar o novo trabalho da diva, fica bem claro que está mais para a fórmula do seguro e previsível...

Querendo repetir o sucesso do bem criticado disco anterior, Carey não ousou e manteve-se no mesmo Pop/R&B/Hip Hop que vinha fazendo nos últimos anos. Mas o pior de tudo é que Mariah, 38, precisa urgentemente adequar as letras de suas canções à sua idade. A cantora permanece cantando amores como uma "adolescente" em seus versos que são em sua maioria melosos e rasos, cheios de melodia e refrões pegajosos.

Mariah, que participa da composição de todas as suas músicas, nunca foi uma compositora muito versátil, a bem da verdade, mas já escreveu boas canções pop e uma ou outra pérola como "Hero". Porém, em seus últimos trabalhos vem apostando em baladas açucaradas com batidas viciantes no estilo de "We Belong Together" – em E=MC2 existem pelo menos 4 músicas que são “filhotes" de "Together"...

Mas o novo disco, apesar de ser apenas mais um "mais do mesmo", também tem seus méritos. A voz da cantora está mais limpa e com menos sussurros que em seus discos anteriores. Muitos fãs fiéis da artista criticam duramente seu “novo” modo de cantar menos potente, e muitos críticos afirmam que a artista está perdendo a voz por problemas vocais, como aconteceu com a também diva Whitney Houston.

A perda de extensão vocal de Carey, com o passar do tempo, é nítida, mas em E=MC2 sua voz está em melhores condições que em seus últimos trabalhos, como pode ser observado nas faixas "I'll Be Lovin’ U Long Time", "I Wish You Well" e "I Stay In Love", que lembram um pouco a vibe de seu mega sucesso o disco "Daydream"... Embora, os vocais estejam longe de seus tempos áureos.

O disco, que já é um dos mais vendidos do ano nos EUA, ainda traz o 18º single número 1 da cantora "Touch My Body", uma canção boba e cheia de insinuações sensuais. Acho que a própria Mariah, daqui a alguns anos vai se envergonhar que uma música tão rasa como esta tenha sido o seu hit a entrar para a história da música, ao desbancar o rei do Rock Elvis Presley, como artista solo com mais singles que chegaram no topo das paradas norte-americanas.

Além das tradicionais baladas, o disco traz também músicas up-tempo, como as dançantes "I'll Be Lovin’ U Long Time", “Migrate” e “I’m That Chick” – esta última com sample do hit de Michael Jackson, “Off the Wall”. As letras das três são as mesmices de sempre, mas as batidas são ótimas e cumprem seu papel de faixas feitas pra dançar mesmo... Embora nenhuma delas chegue aos pés das excelentes “Fantasy” e "Dreamlover"...

O maior destaque do CD fica por conta da faixa mais urban do disco: "Side Effects". Com uma batida pesada, e bons vocais, a letra densa se destaca do resto do conteúdo água com açúcar do álbum, falando do turbulento divórcio da cantora e seu ex-marido Tommy Mottola. Os versos, surpreendentemente bem construídos, retratam bem a agonia de Mariah durante os anos em que permaneceu casada com o magnata da música, e os "efeitos colaterais" que essa relação deixaram em sua vida.

E=MC2 mostra que apesar de quase chegando aos 40, Mariah ainda tem folêgo para peitar muitas Rihannas, Fergies e Beyoncés da vida... Só basta saber até quando ela vai conseguir sustentar essa "imagem" e finalmente vai dar um passo adiante e "ousar" amadurecer sua música. Certamente, tanto ela quanto seus fãs só terão a ganhar.

Álbum:

1. "Migrate" -
2. "Touch My Body" -
3. "Cruise Control" -
4. "I Stay In Love" -
5. "Side Effects" -
6. "I'm That Chick" -
7. "Love Story" -
8. "I'll Be Lovin' U Long Time" -
9. "Last Kiss" -
10. "Thanx 4 Nothin'" -
11. "O.O.C." -
12. "For the Record" -
13. "Bye Bye" -
14. "I Wish You Well" -

Site Oficial: http://www.mariahcarey.com/

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~ And the winner is...

Posted by Lex on 19:50 in , ,
Depois de um longo inverno sem postar, vou começar uma retomada aos posts. Nesse meio tempo, o American Idol, programa que estava comentando todas as semanas aqui no blog, se encerrou... e sem muitas surpresas.

Como havia previsto no último post, os dois Davids acabaram mesmo fazendo a grande final, que foi exibida nesta última semana pelo canal Sony. O roqueiro David Cook, 25, se consagrou o grande vencedor da sétima edição do reality show musical, que apesar da queda, continuou sendo a maior audiência da TV nos EUA, deixando a FOX – que é quem apresenta o programa por lá – no topo da lista de canais de maior audiência, a frente das gigantes ABC e NBC.

Na mídia norte-americana era dada como certa a vitória do pequeno David Archuleta, 17, franco-favorito desde o início da competição. Mas Cook foi crescendo, ganhando espaço e elogios dos juízes, fazendo seu nome logo despontar como um dos possíveis vencedores. Eu sinceramente não me surpreendi com sua vitória.

Fazendo justiça a ele, mesmo não sendo grande fã, ele realmente fez por merecer essa vitória, se destacando com apresentações muito consistentes. Ramiele Malubay e Archuleta tinham minha predileção no início, mas ela saiu cedo da competição, por conta de más escolhas de repertório e Archuleta, apesar de ter chegado à final, estava maçante com apresentações monótonas e previsíveis.

Michael Johns, que em minha opinião, deveria ser o vencedor dessa versão, além Brooke White e Carly Smithson, que também considerava fortes oponentes, saíram todos prematuramente da disputa, deixando o caminho livre para o duelo dos dois Davids. Embora, não tenha sido uma perda total, já que alguns deles já estão com suas carreiras bem encaminhadas. Michael, por exemplo, já tem até contrato com uma grande gravadora, e o disco independente da fase pré-Idol de Brooke, surpreendentemente, já está entre os mais vendidos nos EUA, um fato impressionante para uma gravação "demo".

Syesha Mercado foi a grande surpresa, chegando ao terceiro lugar, mesmo tendo ido ao "Bottom 3" várias vezes. Mesmo não sendo fã de Syesha, justiça seja feita, ela tem uma excelente voz, mas o que lhe faltava mesmo era personalidade e carisma, o que Carly e Brooke tinham de sobra.

Mesmo assim, a final foi a que já se desenhava desde a primeira noite, quando os participantes cantaram músicas dos Beatles. O vencedor David Cook certamente vai vender bem. Tem um estilo que está em moda no momento. No entanto, não aposto que ele atinja tanta fama como Carrie Underwood, Kelly Clarkson ou mesmo Daughtry. E não por falta de talento, mas porque o formato do “Idol” já está bem saturado. Esperemos pra ver como será a recepção do mercado fonográfico ao seu CD. O single de estréia do rapaz já debutou bem na parada da revista Billboard nesta semana, na posição de nº 2.

E graças à recuperação da audiência durante o final da temporada, que alcançou os 31 milhões de espectadores, é quase certo o retorno do reality show em 2009. Basta saber se os rumores de mudanças de apresentadores e o afastamento de Paula Abdul, depois do vexame que a juíza deu durante o programa, ao vivo, vão mesmo acontecer, ou teremos apenas mais um edição "mais mesmo"...

Em agosto estreará o "Idolos" na Rede Record... As audições já estão ocorrendo em Porto Alegre, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. Será que valerá apena assistir, ou se será mais uma tentativa frustrada e mal feita, como as duas edições realizadas pelo SBT? Só o tempo dirá...

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